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Você seria amiga das pessoas que você segue?

Em meio a pandemia, uma área que teve que se reinventar e muito, foi a comunicação — mais precisamente o marketing. E mais precisamente ainda, a área de marketing que gere e organiza ações com influenciadores atribuídos a marcas, causas e produtos.


Segundo uma pesquisa realizada pelo YouPix, a busca por influenciadores digitais aumentou 60% a partir do momento em que a OMS anunciou a pandemia do novo COVID-19. Houve também um aumento de 26% de acessos em mídias sociais comparado ao mesmo período no ano retrasado. Micro e nano influenciadores foram fundamentais para a geração de conteúdo consciente e, para as marcas, um novo olhar para como atingir novos públicos em um cenário jamais visto e lidado anteriormente.


O aumento na busca de criadores de conteúdo que consigam se comunicar com públicos variados, gerou também um aumento no número de pessoas que se propõe a fazer esse tipo de movimento. Mas é importante lembrarmos que, como já dito neste blog, influenciar é criar laços de confiança e não apenas vender produtos e serviços que não se confia totalmente.


Antes de produzir conteúdo de forma consciente, precisamos alinhar algumas ideias para que a nossa influência, e até a forma como consumimos nas mídias sociais, seja saudável, genuína e sustentável. E quando pautamos a sustentabilidade e saúde desse consumo e dessa produção, nos perguntamos se ela faz sentido, tem propósito e dialoga de fato com o público que temos e com o porquê que eles seguem e consomem seu conteúdo.


O que você está falando serve para todas as pessoas que te seguem?


Sabemos que, independente da área, o público sempre é diverso. É quase impossível que seu público seja constituído por pessoas da mesma localidade, do mesmo gênero, da mesma etnia, sexualidade e faça parte do mesmo recorte social. Pensando nessa baixíssima possibilidade, é importante pensar se o seu conteúdo precisa de adaptações — seja na forma em que é apresentado ou até na linguagem.


Você quer seguidores ou amigos?


Já falamos sobre isso por aqui também , mas não se influencia quem você não conhece ou não tem intimidade, é necessário atingir o pessoal e isso leva tempo. Sim, assim como amizade e conexões reais, o tempo é precioso para que isso seja construído de uma forma ainda mais íntima. Sabe? Mesmo que a gente conheça várias pessoas em banheiros de baladas por aí, a conversa que é puxada na mesa de bar é o que vai ditar se você vai passar seu whatsapp ou não. É necessário paciência.




Mas… Você defende o que?


Não estamos falando para você criar um evento online de queima de sutiãs, mas hoje as pessoas querem acreditar em algo. Seja na sustentabilidade, no feminismo, em um mundo antirracista, economia circular, no combate a gordofobia ou ao capacitismo. E você precisa entender o que defende e porquê para se comunicar da forma correta. Mas sem acreditar ou defender porque é bonito no post no feed, mas porque aquela causa é o que dá sentido à sua produção de conteúdo, aos serviços e produtos.


Você não tem SÓ 1000 seguidores.


Experimente colocar 1000 pessoas dentro da sua casa. Cabe? Elas ficam confortáveis? Você teria lugar para todas essas pessoas se acomodarem? Pessoas NÃO são números! Valorize cada um que te segue. Isso é o que vai fazer com que você influencie mais e mais pessoas. Além disso, é necessário responsabilidade ao disseminar e atingir cada uma delas, tornando ainda mais legítimo o processo de influência.


E tudo bem não conseguir alinhar tudo isso agora! O processo de influência demanda tempo e alguns outros ajustes. Mas essas questões, essas “cutucadas” e para você pensar como você está consumindo e o que você quer que as pessoas consumam a partir do seu conteúdo também.


Assim como a amizade, a influência é uma via de mão dupla — e precisa de intencionalidade, tempo e muita conversa.


Curadoria: Sue Coutinho

Redação: Pryscila Galvão






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