facebook-domain-verification=lpgyfzvmkj1cdvheizn49fc1l937y2

Você dá conta de tudo consome?

Não sei por ai, mas há um tempo eu não chego no final do meu feed do Instagram, Facebook ou Twitter. Sabe? Aquele “isso é tudo” que aparece quando, de fato, aquilo é tudo que tinha de atualizações que eu precisava consumir, mas hoje, antes mesmo de chegar na metade dessas atualizações, o cansaço vem, o gatilho também e a pergunta “nossa, pra que eu vi isso?” junto com eles. E se você me perguntar minutos depois sobre o que eu vi ou achei legal, talvez eu não consiga te responder, ou vou demorar alguns minutos até lembrar de todos os vídeos, fotos, comentários, atualizações, tweets e memes que eu vi ao longo de 20 minutos.




E cá entre nós, não é como se eu precisasse ver aquela publi de um suplemento novo que minha amiga que começou agora a ser blogueira e influencer fez e ganhou cupom de desconto. Eu nem gosto de suplemento e a cada mês procrastino um pouquinho em entrar na academia, o conteúdo gerado não é bem o que me prende e o que faz com que eu compartilhe nos meus stories sobre isso (e até quando isso vai ser possível, né?). Mas eu sei bem o que eu não quero ver quando eu já estou vendo, e a pergunta sobre o que de fato me faz sorrir de ladinho com simples 4 palavras não é bem algo que eu faça com frequência, e eu vou te contar porquê eu – e você – deveríamos fazer isso.



“Um vi um vídeo uma vez de uma moça que falava...”


Eu sei que essa frase é comum pra você. Pra mim também. E pras pessoas que te rodeiam também, principalmente porque essa frase sempre está no meio de alguma conversa cotidiana que se faz presente no seu dia a dia. Você vê, mas não sabe o que direito, nem onde vem nem o que falou de fato, e na verdade, no fundo no fundo, você não viu foi nada.

A questão aqui é que isso acontece cada vez mais, o tempo todo a gente é bombardeado por coisas que a gente quer, não quer, espera e não espera, mas que raramente pensamos sobre e, principalmente, escolhemos consumir. Do nada você está no seu feed e vem um texto sobre qualquer assunto que te causa gatilho e acaba com seu dia. Eu sei que não estou contando nenhuma história utópica, e eu sei que já aconteceu com você.


Informação demais faz mal e eu não sou a favor da ignorância

Não é bem sobre ignorância ou alienação, mas a verdade é que uma quantidade absurda de informações, boas e ruins, nos atingem diariamente. E a gente consome, querendo ou não, cada uma delas de jeitos diferentes: de forma mais profunda, de forma mais rasa, batendo o olho e não entendendo direito, ignorando a informação porque não importa tanto, e por ai vai. Mas essas informações - que são demais pra nossa cabecinha - nos deixa pilhados e o tempo todo parece que sempre vai acontecer e a gente não perder nada. Isso causa ansiedade, medo, fobia, e uma percepção do mundo que talvez não seja tão real assim. Ou será que de fato tudo que acontece o tempo todo nos atinge dessa forma?



E se você pudesse escolher?


Escolher o que consome, de fato, sem medo do que sua amiga que acabou de atingir 10mil seguidores iria pensar. Escolher ficar 10 minutinhos sem pensar em nada, ou consumir qualquer besteirinha na internet, um meme, um desenho, um filme de comédia romântica. Escolher nunca mais depender de Instagram ou facebook para ficar antenado. Você escolheria? Você saberia escolher?

É preciso ter filtro. Nem só sobre “qualidade” mas sobre cuidado também, até porque você não precisa saber de tudo agora nesse exato momento. Ou precisa? Eu acredito que não. Filtre suas conversas, puxe a cadeira certa, não em toda mesa de bar que você pede um litrão, então porquê todo conteúdo você precisa consumir?


Sim, esse texto foi um pouco menor.

E nem é sobre quantidade, falamos sobre isso. Talvez você precise ler só isso aqui mesmo e isso aqui é o que vai te fazer pensar. Filtra mais as coisas, tá? Esse texto não vai sumir então pode ser no seu tempo também, e no que fizer sentido.




Curadoria: Sue Coutinho

Redação: Pryscila Galvão


18 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Entre em contato

© 2020. Criado por Sue Coutinho.