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E se ninguém curtir sua foto no Instagram?

Qual o melhor horário para postar? Como engajar na foto? Preciso de quantos stories para atingir meus seguidores?


Já falamos sobre isso aqui, sobre como essa ideia de marketing de conteúdo antes de mais nada tem que ser pensada no porquê e para quem esse conteúdo está sendo feito. Das milhares de fórmulas que - supostamente - acompanham os novos algoritmos da rede ao lado, todas elas te prometem uma grande audiência e alcance, além de uma suposta ressonância que seu conteúdo - ou aquilo que você quer falar - pode ter se essa receita de bolo for seguida. Mas tem coisa que receita nenhuma te ensina: fidelidade. Mas mais pra frente vamos falar sobre isso.



Ano passado, no evento da YouPix, falamos sobre infoxication em um painel com muita gente que leva a vida de um jeito… Lento. Não lento, mas no próprio tempo, sem se preocupar diretamente com números disso ou daquilo, e principalmente, criando conteúdo a partir do que se faz, não o contrário.É preciso ter propósito, tem que fazer sentido, antes de mais nada e mais ninguém, pra você.


Mas, o que é propósito?


Muito se fala nessa palavrinha que hoje em dia todo comunicador e comunicólogo gosta e usa. Para a filosofia, o propósito é “a união entre talento e necessidade”, é conseguir unir o que precisa ser feito com o que você nasceu pra fazer. O que você quer fazer na internet e o que você precisa fazer?

Eis um relato pessoal: um dia eu coloquei uma enquete no meu instagram pessoal perguntando se as pessoas queriam que eu transformasse um conjunto de textos que eu havia escrito em vídeos para o IGTV. Cogitei a ideia porque sei que esses conteúdos são replicáveis com maior facilidade, e bom, achei que seria uma boa ideia transformar isso em algo sonoro. Fiquei semanas com isso na cabeça, de como, por quê, quando isso seria gravado e postado, e depois de um bom tempo finalmente gravei o vídeo. Na hora de transferir o material para o computador para editar: o vídeo corrompeu. Interpretei como um sinal divino, pois não fazia sentido pra mim, e sim para as 150 pessoas que votaram na enquete, transformar aquilo em vídeo.


Eu te conto isso porque eu sei que nem sempre aquela foto e aquela legenda e aquelas hashtags fazem sentido pra você postar, ou postar naquele momento. E se não faz sentido nem pra você, que gerou aquilo e que está demandando uma energia, quem dirá pra quem vai consumir aquilo de alguma forma.


O existir hoje realmente depende da internet?


Aquela frase “se não existe na internet, não existe” tem que ser interpretada com cuidado. E quem só existia no Orkut, deixou de existir? Quem não existe no Twitter, sumiu do mapa? A existência é ela por si só, a internet só deve ser uma ferramenta de potencialização desse existir. A narrativa criada a partir dessa necessidade incessante de estar online e presente - mesmo que isso seja apenas uma ilusão - é uma carapuça difícil de não ser vestida. Quem é visto é lembrado, e pra ser visto é preciso… Postar?

Isso tá fazendo sentido pra você?


Sentido, propósito, intenção, vontade. Dê o nome que quiser, contanto que você entenda. O que aumenta seguidores e visualizações no seus stories é proximidade e intimidade, e nada disso se cria da noite pro dia com receita de bolo. Já falamos sobre isso aqui, e sem querer puxar sardinha, mas consistência e dar conta dos 1000 seguidores que você tem é bem mais importante que conquistar mais 9 mil e não falar nem com metade. O segredo está em puxar a conversa certa, no tempo certo e que faça sentido tanto pra você quanto para outras pessoas: aquelas que te seguem.



Redação: Priscila Galvão

Curadoria: Sue Coutinho


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