6 passos para desenvolver uma narrativa usando o Slow Content

Podemos não perceber, mas contamos histórias o tempo todo. A nossa existência em si carrega uma narrativa, que ajuda na construção da nossa imagem e em como somos lidos pelo mundo. As narrativas que contamos podem servir para ainda mais finalidades como convencer e influenciar pessoas a apoiar um projeto, para explicar processos, para motivar ou inspirar equipes e assim por diante. Desenvolver uma narrativa que faz sentido é um passo poderoso por diferentes motivos. Desde crianças, essa é a maneira mais eficaz de capturar a atenção de alguém e, mais do que isso, fazer com que as ideias fiquem gravadas na memória. Quais são as suas lembranças sobre uma palestra que assistiu, por exemplo? Ela tem a ver com dados e números ou com alguma experiência que foi compartilhada? Em um artigo da Harvard Business School, Nick Morgan, autor de Power Cues e presidente de uma empresa de consultoria em comunicação conta como essa habilidade de contar histórias tem ainda mais importância em nossa era, saturada de informação. “Os líderes de negócios não serão ouvidos a menos que estejam contando histórias. Fatos e números e todas as coisas racionais que pensamos serem importantes no mundo dos negócios não ficam na nossa cabeça”, conclui.


Sabendo disso, como podemos desenvolver narrativas para as nossas marcas que sejam atraentes? Aqui vão 6 passos importantes para aperfeiçoar a sua capacidade de contar histórias:

1- Comece pensando no fim Não está errado, é isso mesmo! Para criar uma narrativa, o primeiro passo é pensar na mensagem que você quer transmitir. Ela precisa de uma moral, uma intenção, um objetivo maior. Tente reduzir essa ideia em uma frase antes de seguir adiante. Exemplos: “mostrar que é possível superar desafios se estivermos juntos” ou mesmo “é possível encontrar realização no negócio praticando o marketing consciente”. Use essa ideia central como um norte e isso vai te ajudar a visualizar e construir o restante da história.

2- Vasculhe as suas memórias Como falamos anteriormente, despertar emoções é o que faz com que as pessoas se identifiquem e gravem a sua história nas lembranças. Mas para ser memória é preciso compartilhar memórias. Pense nas suas experiências e busque em sua bagagem pessoal os momentos de aprendizado ou reflexão que valem a pena ser divididos. Mesmo que você seja reservado em relação à sua marca, repense um pouco sobre isso, pois ela precisa de um toque humano e é esse movimento que dá o “quê”de autenticidade à uma narrativa, tornando-a única. Ser vulnerável também é importante e ajuda a criar conexões, além de desfazer a ideia de que essa é uma história para “vangloriar” o contador. 3- Foco nas pessoas (sempre) Pode parecer generalista bater nessa tecla, mas precisamos focar nos receptores da nossa mensagem. Muitas pessoas constroem narrativas com muito potencial, mas que no fim só falam e dão destaque à elas mesmas e, com certeza, essa não é a nossa intenção. Em um estudo, os pesquisadores de Princeton usam a metáfora do espelhamento para falar sobre histórias. Eles dizem dizem que “a atividade cerebral do ouvinte reflete a atividade do falante”, ou seja, o momento de transmitir uma narrativa é também uma hora de sintonia e trabalho mútuo. Logo, o impacto deve ser no outro e a sua história deve criar ou fortalecer uma crença em quem a recebe.

4- Tenha um desafio para enfrentar Assim como nas histórias que lemos, assistimos e acompanhamos criar uma narrativa de marca também deve envolver um desafio, um ponto alto, um momento crítico. Qual questão ou conflito você tem para resolver? Qual foi a sua reação e atitude perante isso? É o desafio que desperta a curiosidade e o interesse. As pessoas querem saber como você lida com adversidades e sentir que estão aprendendo de uma certa forma. Pense nisso.

5- Deixe o “épico” de lado Muitas vezes, na preocupação de criar uma narrativa incrível, os detalhes mais importantes são esquecidos. Não é importante ser épico, mas é essencial ser verdadeiro. Tenha foco na mensagem e menos nas palavras que você vai usar para isso. Avalie o que realmente importa, revise e sinta o que faz ou não diferença. O que realmente enriquece histórias são descrições que despertam emoções como a feição no rosto de alguém, a sensação que sentiu e características chaves para a história. É importante fazer o ouvinte visualizar o que você está contando, mas algumas informações simplesmente não acrescentam nada à mensagem. Resumindo, seja simples e acredite em sua história.

6- Tenha um olhar 360º Uma narrativa não é aquela apenas contada ou escrita. Nem mesmo aquela construída uma vez e esquecida. A narrativa faz parte de uma marca e acompanha a sua existência. O seu site conta uma história, assim como o feed do seu Instagram ou mesmo o menu de um restaurante. Esse é o ponto mais importante na hora de construir narrativas: fazer as amarrações. Tudo deve conversar e criar uma unidade: as imagens escolhidas, a linguagem, o tom de voz, as cores, a hierarquia das mensagens. Por si só, esses elementos contam histórias e nenhum deles deve ser esquecido, a narrativa visual importa, e muito.

Após seguir esses passos, você se sente pronto para construir uma narrativa? Lembre-se que todos somos capazes de sermos bons contadores de histórias, mas essa habilidade pode ser aperfeiçoada, inclusive, na prática. Conte mais histórias para os seus amigos e para as pessoas da sua família. Essa é uma boa maneira de se sentir mais confortável, encontrar o seu tom e até acessar memórias legais de serem compartilhadas. Por fim, a dica é continuar atento à evolução das histórias da sua marca, cada momento tem um insight e pode despertar uma nova narrativa. Tudo deve acompanhá-la e o seu blog e mídias sociais devem estar sempre atualizados, alinhados na contação de uma mesma história. Para além dos algoritmos, ganhar a atenção das pessoas pela identificação é ainda mais valioso e as histórias são capazes de fazer isso pela sua marca.


43 visualizações

O que você tem em mente?

© 2020. Criado por Sue Coutinho.